Influenciador com 1 milhão de inscritos é banido por anti-cheat da Gamers Club

Conhecido na comunidade de Free Fire, youtuber nega ter usado cheats

Caio Ferreira, influenciador de Free Fire com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube, foi pego pelo anti-cheat e acabou tendo a conta banida na Gamers Club. O streamer, contudo, nega ter utilizado cheat ou qualquer outra forma de trapaça à Dust2 Brasil. Já a plataforma afirmou ter "evidências irrefutáveis".

Caio Ferreira é um influenciador de Free Fire, e possui mais de 1 milhão de inscritos em seu canal no YouTube e 229 mil seguidores no Instagram. O streamer estava no nível mais alto da GC, e depois do seu banimento, nomes do cenário de Counter-Strike como Marcelo "wastzera" Augusto, Fernanda "Ferzy" Adames e Raphael "cogu" Camargo comemoraram.

Procurada, a Gamers Club afirmou que não divulga publicamente os detalhes de cada caso para evitar que cheaters obtenham informações sobre o funcionamento do seu Anti-Cheat. A plataforma também disse que foi feita uma análise manual deste caso a decisão foi mantida após a confirmação das evidências irrefutáveis.

Já o influenciador relatou que passou a ser acusado de "cheater" após jogar campeonatos e lobbies na Gamers Club. As acusações partiram de outros streamers, os quais pediram o banimento de Ferreira publicamente nas próprias lives.

"A única coisa que quero são as provas. Se estão (Gamers Club) com a razão, cadê as provas? Não querem expor a informação ou simplesmente não as têm?", indagou o streamer.

Ferreira também disse à reportagem que vai entrar com um processo jurídico contra a Gamers Club: "Querem brincar de Deus. Se essa foi a decisão deles, eu já tomei a minha: vamos recorrer, e a justiça será feita".

Veja a nota da Gamers Club na integra:

"Não divulgamos publicamente os detalhes de cada caso para evitar que cheaters obtenham informações sobre o funcionamento do nosso Anti-Cheat. Assim como um antivírus não revela seus métodos de detecção por questões de segurança, seguimos essa mesma premissa para preservar a eficácia do nosso sistema. Se uma conta foi bloqueada, é porque reunimos provas sólidas que justificam a ação. Qualquer jogador pode solicitar a revisão do bloqueio. Neste caso específico, uma análise manual foi realizada e a decisão foi mantida após a confirmação das evidências irrefutáveis. Nosso Anti-Cheat é capaz de detectar desde hacks mais simples e acessíveis até os mais sofisticados, que podem custar até 20 mil dólares. Cheats avançados podem demandar mais tempo para coleta de evidências, mas contamos com uma equipe experiente e dedicada, que no último mês bloqueou milhares de contas. A Gamers Club segue firme em sua missão de fortalecer a comunidade, garantindo partidas mais justas e divertidas para todos."

Veja o comunicado que Caio Ferreira enviou à Dust2 Brasil:

Disseram que não divulgaram nada? Basta olhar o Twitter da Emac Lab, onde expõem todo mundo — inclusive o caso famoso do Jean Hard. A única coisa que eu quero são as provas. Se estão com a razão, cadê as provas? Não querem expor a informação ou simplesmente não têm? Está escrito, inclusive: “análise manual”. Bom… se o anticheat pegou, então tem provas? Ou no meu caso não tem? Precisa da GC bater o martelo pra validar algo sem prova técnica? É como eu falei: querem brincar de Deus. Se essa foi a decisão deles, eu já tomei a minha — vamos recorrer, e a justiça será feita. A própria Gamers Club responde a milhares de processos judiciais, onde afirmavam que os bans eram “inefutáveis”, e mesmo assim foram revogados.
Quando dizem que as provas são “irrefutáveis”, mas ainda assim precisam de tanta análise, será que são realmente irrefutáveis? Como mencionei, o caso do Rox, que foi banido por quase 2 anos e depois teve o ban removido — também era “irrefutável”? Se querem julgar alguém pelo estilo de jogo, é só olhar a tela do Togs, que você verá como ela é absurda e cheia de coisas estranhas. A verdade é que eles querem escolher o que é certo ou errado, na conveniência deles. É só mostrar tudo, como já fazem com todo mundo. Mas sabemos que foi um banimento manual. Espero que todos estejam de mente aberta, e vamos seguir em frente — a justiça será feita.

Colaborou Gabriel Melo

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