Apoka comemorando a inédita classificação do INTZ para um Major, em 2019

Apoka: "O CS me deu tudo, mas a prioridade agora é outra"

Comandando o g3x FC, o veterano realiza sonho de trabalhar com o futebol

Alessandro "Apoka" Marcucci se tornou um dos rostos mais conhecidos do Counter-Strike brasileiro depois de mais de duas décadas no cenário. De jogador a técnico, ou de manager a organizador de campeonato, ele viveu a intensa rotina do competitivo, inclusive participando de um Major da modalidade. Uma caminhada que parecia não ter fim. Mas teve. "O CS me deu tudo, mas a prioridade agora é outra", afirmou o assistente do g3x FC em entrevista à Dust2 Brasil.

Orgulhoso de tudo o que construiu e ajudou a construir no cenário brasileiro, Apoka também se mostra grato à modalidade que transformou a própria vida: "O CS me deu estabilidade, visibilidade, uma carreira. Agora estou conseguindo unir essa segurança com o que me move: o futebol.

"Não é sobre realizar o sonho de ninguém, mas talvez sobre reviver uma paixão antiga, com mais maturidade, mais preparo e mais experiência. E dessa vez, com uma oportunidade concreta nas mãos", destacou.

A paixão pelo futebol é herança deixada pelo pai, que morreu quando Apoka ainda era criança. E foi nessa paixão que, primeiramente, tentou se tornar profissional. Mas as oportunidades iniciais surgiram na modalidade do novo milênio, o esporte eletrônico, curiosamente também vestindo a camisa do g3nerationX, por onde recebeu os primeiros salários.

"Infelizmente, meu pai não pôde ver o que virou o esporte eletrônico, porque quando ele faleceu isso ainda não existia. Mas eu tenho certeza de que, se ele estivesse aqui, a gente ia curtir muito esse momento junto. Inclusive, tive a chance de fazer uma observação técnica da licença da CBF no Palmeiras, que era o time dele", disse.

Anos depois, já consolidado como streamer e fora do competitivo do Counter-Strike, que Apoka recebeu a tão sonhada chance de trabalhar com o futebol, e, mais uma vez, pelas mãos de Alexandre "Gaules" Borba: "Isso deu um novo sentido pra minha vida."

Começar uma nova fase na carreira junto ao g3x também carrega um valor simbólico para Apoka. "Foi o Gau que me chamou pra ser técnico do g3x lá atrás. De certa forma, parece que a vida fechou um ciclo", relembrou.

Novamente defendendo o g3x, mas agora no fut7, Apoka reencontrou o ambiente de competição que tanto sentia falta desde que deixou de ser coach no Counter-Strike. Mais do que isso, encontrou a chance que sempre sonhou de construir carreira no futebol. A experiência no CS, especialmente na gestão de grupos, virou trunfo nesse novo desafio. E o estudo, agora voltado ao universo da Kings League, mostra que a mudança não foi impulsiva, mas de certa forma "planejada".

"A verdade é que eu não quero deixar passar essa oportunidade. A vida não é sobre gostar de uma coisa só. Podemos e devemos estar prontos para agarrar as oportunidades que surgem."

Apoka encara o fut7 e a Kings League como novo ponto de partida, mas também como um reencontro com própria essência. O ambiente competitivo, a gestão de grupo e o dia a dia com os atletas seguem ali, mudando apenas a modalidade esportiva. Agora, com a experiência acumulada no CS e a bagagem de quem viveu o alto rendimento por anos, ele aposta no futebol como caminho definitivo.

"Estou tentando viver vários sonhos ao mesmo tempo", resume. "E estar no futebol, do jeito que estou agora, é a realização de um deles."

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