FURIA e paiN após jogo entre si no Major de Xangai

Levantamento mostra impacto dos pauses nos times brasileiros em 2025

FURIA e paiN se destacam entre os brasileiros no uso das pausas táticas, mas ainda ficam atrás das principais equipes internacionais

Matéria atualizada às 17:14 - A Imperial a qual o levantamento se refere é a feminina e não a masculina. Por isso, foi retirada essa parte do texto já que não se trata de um time feminino

Os pauses táticos são fundamentais para as equipes ajustarem as estratégias durante as partidas de Counter-Strike. Porém, nem todos os times conseguem aproveitá-los da melhor forma possível. A página CSStatsBR analisou o impacto dos pauses nos times brasileiros em grandes torneios deste ano, revelando quais deles melhor usaram o mecanismo e os que enfrentaram maior dificuldade.

FURIA e paiN foram as que melhor souberam utilizar os pauses. Os Panteras, que já demonstravam bom aproveitamento em rounds "full buy" no geral, também foram eficientes em realizarem ajustes nas táticas durante os pauses, conseguindo manter uma taxa de vitória em rounds mesmo não recorrendo constantemente às paradas técnicas.

A paiN, por outro lado, mostrou equilíbrio: a equipe usou os pauses de maneira mais frequente e conseguiu converter as paradas em um desempenho sólido, se aproximando das melhores do cenário internacional. Veja no gráfico abaixo.

Gráfico mostra a relação entre rounds ganhos após pausas táticas e o aproveitamento geral das equipes em confrontos full buy vs full buy (Foto: CSStatsBR)

O MIBR teve um rendimento mediano, não explorando tanto os pauses ao longo das partidas. Os dados sobre a equipe sugerem que, embora o time tenha um desempenho consistente, há espaço para melhorar o impacto das pausas e capacidade de adaptação dentro do jogo.

Gráfico exibe a relação entre a frequência de pausas táticas e o percentual de rounds vencidos após esses tempos em confrontos full buy vs full buy (Foto: CSStatsBR)

A diferença para os times internacionais

O levantamento liga um alerta no cenário brasileiro pelo fato das equipes que melhor utilizam os pauses ficarem atrás dos principais times internacionais nesse aspecto. G2, Liquid e Natus Vincere (NAVI) aparecem no topo do levantamento, com alto aproveitamento tanto no uso dos pauses técnicos, quanto no percentual de rounds ganhos após as pausas.

Enquanto FURIA e paiN se mostram competitivas nesse quesito, as demais equipes brasileiras precisam evoluir na tomada de decisões durante os pauses. A capacidade de adaptação dentro de um jogo é um fator decisivo em torneios de alto nível, e os dados indicam que os melhores times do mundo conseguem fazer ajustes mais precisos e eficientes nos momentos de pausa.

Para que o Brasil volte a brigar de igual para igual nos campeonatos internacionais, será fundamental que as equipes aprimorem o uso desse recurso — seja refinando a leitura de jogo, fortalecendo a comunicação com o coach ou tornando os ajustes mais efetivos dentro do servidor.

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